domingo, 25 de outubro de 2026

Sobre acompanhar política em um país de conservadores e reacionários

Por que falar disso? Porque é um blog sobre ansiedade e a política brasileira me deixa ansioso pra krl. Vamos às considerações:

1 - Acompanhar a política é uma merda porque é conviver com esse LIXO chamado direita bolsonarista todos os dias e com tudo que essa merda produz no Congresso e Senado Federal. Seres inúteis como Michelle Bolsonaro fazem parte da minha vida.

2 - Acompanhar a política é uma merda, porque sei que meus posicionamentos políticos podem causar mal-estar. Esse LIXO chamado direita bolsonarista acostumou-se em coagir, perseguir e assediar todo mundo de todas as formas possíveis.

3 - Acompanhar a política é uma merda, porque preciso fazer pessoas entenderem que meu voto não é um voto muito preocupado com impostos sobre blusinhas da Shein e sim preocupado sobre a PL do aborto, que queria obrigar meninas abusadas a serem mães. É preciso ter paciência para não sair por aí mandando todo mundo tomar no cu. É preciso ter muita calma para não brigar com todo conservador e reacionário que decide discutir política com alguém que assiste as votações na Câmara ao vivo.

4 - Acompanhar a política é uma merda, porque preciso ensinar pessoas que odeiam política a contar, porque ninguém parece saber que existe uma quantidade de cadeiras no Congresso e no Senado que efetivamente governarão o país. Preciso lidar com gente que sequer sabe quantos deputados sua legenda elegeu e acha mesmo que pode falar sobre política.

Eu ODEIO acompanhar essa merda, mas não consigo deixar de acompanhá-la.

Dito isso, hoje tive um alívio, deu Lula. Sinceramente, que bom que será sua última candidatura. Daqui pra frente só voto em candidatos COMUNISTAS. Não existe conciliação com uma burguesia entreguista que odeia o Brasil. Pra mim é o fim da era Lula e o fim da minha trajetória na esquerda tradicional.

No mais, FODA-SE a direita bolsonarista e FODA-SE a família Bolsonaro. Alguns dias dias de paz para quem sofreu tanto durante um mês.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

E quando o Blogger fechar?

    Percebi que nunca havia acessado o Blogger pelo celular na vida e fui dar uma testada. Achei o aplicativo para o Android e baixei para conferir como é. O que encontrei foi um aplicativo extremamente limitado e parado no tempo. Não é possível fazer quase nada nele a não ser postar. Não á possível mexer no design, tampouco ver sua lista de leitura. O app é literalmente uma caixa de texto para você escrever e publicar direto do celular. Só isso.
    É nítido que o Google não dá a mínima para o Blogger, não investe e não mais investirá. A última postagem no blog oficial da plataforma foi feita em 2020 e de lá para cá absolutamente mais nada foi feito. Por que o Google mantém essa plataforma? Provavelmente porque de alguma forma ainda gera algum lucro. É um lucro que se justifica? Não faço ideia. Isso aqui não é mais popular e não consigo imaginar o blog de alguém gerando receita. Aqui jazem apenas os mortos-vivos da década de 2000, os saudosistas que fracassaram em seguir em frente e os anônimos medrosos. 
    O que farei quando o Blogger acabar? Provavelmente, passarei ainda mais tempo no Youtube, substituindo a falta de textos longos por vídeos ainda mais longos. Vou perder um passatempo, vou perder um lazer. Há muito não posto muita coisa, mas isso aqui ainda me entretem. Ainda passo um tempo do meu dia lendo blogs aleatórios, dando uma olhada na lista de leitura enquanto trabalho e ainda uso o Google para achar blogs novos. Também me divirto lendo blogs antigos, a maioria de 2010. Às vezes, me sinto numa cápsula do tempo. O Blogger me dá uma certa nostalgia, me lembra tempos mais simples, me lembra como todo começou: um incrível portal de informações que nunca havíamos imaginado até o início dos anos 2000. O Blogger me lembra uma internet sobre tudo e menos sobre todos, quando ainda era um espaço para mim.
    Fóruns praticamente não existem mais, foram todos substituídos por páginas nas redes sociais mais conhecidas. Fóruns mais tradicionais viraram comunidades no Reddit, onde a coisa é tão gamificada que um tópico pode ser criado para discutir a Teoria da Relatividade de Einstein nos mais profundos detalhes, mas a reposta mais curtida será uma piadinha ou meme envolvendo o assunto.
    Eu ODEIO a gamificação da internet, odeio sistemas de recompensas para gerar engajamento. Eu simplesmente odeio a cultura do like e tudo o que veio dela. Dia triste será quando o Blogger morrer e esse morto-vivo aqui cair mais um palmo no caixão do esquecimento.
    
    

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Crise

Um misto de ansiedade com essas eleições e situações muito ruins no trabalho têm me dado uma semana de crise que há muitos anos não tinha.

O Brasil caminha para a fascistização escancarada capitaneada por conservadores evangélicos (falarei sobre religião um dia e o que eu acho disso) e a minha vida profissional sabe-se lá onde vai parar.

Vim aqui dar uma olhada na blogosfera para me distrair. Sem muito sucesso por enquanto.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Pensamentos clichés em momentos de ansiedade

     Todo sofrimento e toda ansiedade me levaram ao presente momento. Não sei dizer se o momento é bom ou ruim, mas sei que é um momento só meu e que de alguma forma eu sobrevivi para contar que estou aqui. Há do que se orgulhar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Conselheiros do Youtube

    Recentemente, comecei a reparar na quantidade de canais no Youtube cuja única finalidade é dar conselhos sobre a vida. "Pare de se comportar assim ou você será infeliz", "Não case para ter sanidade", "Não confie demais nos seus amigos ou se arrependerá", "Largue tudo e vá viver a vida enquanto é jovem". Recebo recomendações de uma infinidade de canais aleatórios, geralmente muito pequenos e muito parecidos. Falam de temas variados, mas quase todos se resumem a dar conselhos sobre a vida e como vivê-la: "Faça isso imediatamente ou sofra para sempre". É sempre a mesma coisa.

    Sempre que me deparo com esse tipo de vídeo, reflito e me pergunto sobre três coisas:

1 - Pessoas que dão conselhos na internet já pararam para pensar que há indivíduos que realmente vão segui-los? Me pergunto como esses conselheiros se sentiriam se soubessem que um jovem deprimido se matou porque terminar com a namorada IMEDIATAMENTE se fazia necessário por qualquer motivo idiota que esse pessoal expõe em vídeo, achando que estão falando sobre filosofias profundas de bem viver. 

2 - Por que tanta gente fudida na vida acha que pode dar conselhos para outros fudidos? Chega a ser cômico.

3 - Por que anedotas tão rasas e que as pessoas nem sabem se realmente são verdade atraem tanto a atenção do público? Ninguém para para pensar que existe mentira deslavada e exageros desmedidos nesses vídeos? Essa porra é a internet, todo mundo quer chamar atenção.

    São tantos incels com medo, homens frustrados com o subemprego e mulheres de meia idade dando conselhos sobre como viver que eu não consigo dar conta. É tudo falado sempre com tanta propriedade que você quase acha que um jovenzinho ressentido de 16 anos pode te dar conselhos sobre "se afastar de todos agora para ser feliz, até dos seus pais".

    Um rapaz de 16 anos com um celular não tem algo a dizer e merece ser ouvido? Claro que sim. Um rapaz de 16 anos com um celular na mão deveria estar aconselhando outras pessoas aleatórias sobre relações familiares? Claro que não.

    Tem muita coisa que me deixa desconfortável com isso tudo. Acho que é um terreno fértil para o ressentimento. Pessoas ressentidas hoje podem espalhar seu ressentimento na forma de conselhos para outros ressentidos com muito mais alcance, algo que não era possível outrora. O resultado nós já conhecemos: misoginia, racismo, xenofobia... uma sociedade doente.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Saí com uma mulher que não tem redes sociais

    Encontrei no Tinder, claro.

    Conversa vai, conversa vem, ela acha que eu sou um psicopata e eu acho que ela é um fake. Marcamos de nos vermos porque, aparentemente, os dois eram doidos. Doidos de doidice mesmo e doidos para encontrar outra pessoa alheia à loucura que virou a internet.

    Ela me disse que deletou tudo há uns seis anos. Terminou com o namorado. Começou deletando uma foto, foi deletando, foi deletando, e deletou mais uma foto, e mais uma... e por que não deletar a porra toda? Deletou tudo e nunca olhou para trás. Mora com os pais e trabalha no setor administrativo de uma construtora. Em determinado momento olhei o papel de parede do celular, não tinha selfie, era só um gato. 32 anos. Pensei em várias viagens que poderíamos fazer juntos pelo simples prazer de pegar um avião e sair pelo mundo, sem compromisso nenhum de dizer para onde fomos. Seria essa minha esposa em uma timeline alternativa no multiverso? Talvez uma amante, vai saber?

    Digo para ela porque sou também um fantasma na sociedade, conversamos por umas duas horinhas, tomando açaí, ela paga o dela (é ou não é para casar?), não rola nada e vamos para casa, cada um segue o seu rumo. Dois trintões sozinhos, cada um tomando o seu rumo. Imagino que ela quer casar e ter filhos, mas não perguntei. Que bom que eu não perguntei, ela perguntaria de volta, eu seria sincero e a noite seria estragada. Não teve beijo, não levei ela para o meu apartamento, não teve nada, mas foi a melhor saída desse ano. Conversar com interesse genuíno nas pessoas é muito bom.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Eu e a tal da solidão

    A maioria das vezes que reclamei de não ter amigos não foi por causa da falta de companhia e da solidão. Meu descontentamento, na verdade, se dava por me comparar muito com os outros. "Se todos têm amigos, por apenas eu não tenho?" Ninguém quer ser anormal.

    Eu preciso de poucos amigos, talvez apenas um ou talvez até nenhum. Posso estar errado, mas me parece que conversar com conhecidos de vez em quando geralmente parece me bastar. Hoje eu aprecio a solitude. Se ficar sozinho não me traz malefícios, então qual o problema?

    Falo com um amigo (que só agora entendo que é um amigo) uma vez a cada dois ou três meses no Whatsapp e pronto, já estou preparado para ficar mais uns quatro sem contato nenhum com ninguém a não ser minha família. Não me sinto mais anormal, não mais acho que estou perdendo alguma coisa e não me sinto mal por isso.

    Manter amizades é um trabalho hercúleo e eu sei que eu dificilmente abrirei minha vida para outra pessoa com a facilidade que vejo as pessoas abrirem as delas. Eu não me sinto bem em abrir 100¨% da minha vida para ninguém: nem minha família, nem interesse amoroso e nem amigo nenhum. Dito isso, enquanto escrevo, me pergunto se estou sendo sincero ou se estou apenas tentando me enganar para lidar com uma certa inaptidão para a coisa. Acho que pode ser isso, acho pode não ser. O que eu sei é, nesse momento, me sinto muito lúcido e confortável.

Sobre acompanhar política em um país de conservadores e reacionários

Por que falar disso? Porque é um blog sobre ansiedade e a política brasileira me deixa ansioso pra krl. Vamos às considerações: 1 - Acompanh...