quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

A ansiedade voltou com tudo




É, meu amigos, parece que comemorei cedo demais. Por alguns meses realmente achei que estava próximo da cura ou que esse tratamento tinha sido o que estava procurando há mais de uma década por aí. Sobre isso eu tenho duas notícias, uma boa e outra má:

1) A má notícia é que essa merda não saiu de mim e na última semana minha ansiedade voltou com tudo, veio com força total, com direito a crise de pânico no trabalho e eu tendo que me explicar sobre o episódio. Foi mais uma vez algo doloroso e humilhante, culminação de uma semana inteira de pequenos episódios de ansiedade. Agora estou sentindo a mesmíssima coisa de sempre: falta de ar, confusão, descargas intensas de adrenalina (principalmente na barriga) a todo instante, inquietação, insônia... Olha, sinceramente, eu não sei mais o que faço. É inevitável pra mim pensar que viver desse jeito não é vida e que se for pra ser assim, prefiro morrer. Sério, eu preferiria morrer a viver desse jeito, sentindo dor, desconfortável. Isso não é vida e hoje, mais do que nunca, sei disso.

2) A boa notícia é que essa não é a primeira vez que isso me acontece. Nunca tinha passado tanto tempo me sentindo bem, mas não foi a primeira vez que experimentei algum bem-estar que depois foi arrancado de mim. Dessa vez durou alguns meses e eu gostei muito, tanto que não posso esquecer dessa melhora. Se alguma coisa funcionou pra mim em dado momento então outras podem funcionar depois. Talvez a mesma coisa que estou tomando agora pode funcionar melhor com algum ajuste também. Acho difícil pois acho que até já comentei aqui sobre isso antes: meu corpo tende uma forte resistência aos fármacos em pouco tempo. Geralmente, quando algo para de funcionar, não vai funcionar mais. Agora o que resta e isso, aguentar a ansiedade e lembrar que ainda há esperança. Fico revoltado com a vida e com o que ela me deu, mas deve haver esperança.


Saí com uma mulher que não tem redes sociais

     Encontrei no Tinder, claro.      Conversa vai, conversa vem, ela acha que eu sou um psicopata e eu acho que ela é um fake. Marcamos de ...