quarta-feira, 18 de março de 2026

Um ano sem filmes

     Um ano. Estou há 12 meses sem assistir um filme. Sem filmes e sem séries.

    Nunca fui muito fã de séries e a última série que assisti foi Westworld, uma série da HBO muito interessante cuja última temporada foi lançada em 2020. Mistérios da consciência, da senciência e tudo que rodeia a ponte entre o cérebro e o mundo exterior. Era uma série muito fascinante para mim e, desde então, não encontrei mais nada que me instigasse tanto. Eu não pago nenhum serviço de streaming por assinatura, não tenho Netflix, Amazon Prime, Disney Plus, nada... achar outra série interessante é meio difícil, mesmo.

    Eu sempre gostei muito de filmes, me considerava um cinéfilo. Assistia muito filme de Hollywood, também gostava muito de filmes independentes, já fui até em festival dedicado aos últimos. Meu auge foi quando saí da minha cidadezinha no interior e me mudei para a capital, onde cinema existe. Assistia uns dois filmes no cinema por mês, fazia maratonas. Chegava a assistir duas sessões seguidas, saía de uma e já ia para outra. Em um momento estava assistindo algum desses filmes de Oscar e, duas horas depois, já estava assistindo filmes da Marvel em outra sala. Sempre sozinho, mas muito entretido. Eu gostava muito daquilo e cinema sempre foi um dos meus escapismos favoritos.

    Estou há um ano sem assistir um filme. O máximo que faço é assistir documentários no Youtube e mesmo assim sem prestar muita atenção. Deixo rolando enquanto vou fazer outra coisa, às vezes enquanto trabalho. De todos os meus hobbies, creio que esse era o mais cansativo. Assistir um filme significa muitas experiências sensoriais e hoje vejo que elas me cansam. Acho que estou ficando cansado e virando uma pessoa cansativa. Tenho mais preguiça de me explicar, mais preguiça de me fazer entender, mais preguiça de entender os outros, preguiça de pensar muito. Definitivamente, não é só uma preguiça mental, é física mesmo e preciso procurar um médico.

    Já fiquei com preguiça de continuar esse texto. Que preguiça do caralho.

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