terça-feira, 23 de março de 2021

Medo de ter um patrimônio

Quem já se deu ao trabalho de me acompanhar nesse esgoto de lamentações sabe que uma das minhas maiores dores sempre foi ser um pobre, um pé-rapado vivendo com os pais e tentando contribuir com alguma coisa (muito pouca) para não me sentir tão parasita. Há mais ou menos um ano atrás, perto dos 30 anos, finalmente consegui meu primeiro emprego de carteira assinada. O trabalho pagava muito pouco pelo que eu fazia, mas, no decorrer desse ano, chegaram a reconhecer que meu regime era de mais-valia e acabaram ajustando meu salário para algo mais justo. Comecei ganhando pouco mais de um salário mínimo e agora estou ganhando dois salários. O trabalho também me dá alguns benefícios como plano de saúde e isso acaba fazendo eu economizar em consultas com psiquiatras, que são profissionais caros.

Enfim, há algum tempo tenho pensado em finalmente sair de casa e tenho cogitado financiar um imóvel. Estou dando uma pesquisa e, ao que parece, em teoria, seria possível pagar. O problema é que, diferente da imensa maioria das pessoas comprando imóveis, não sou casado e nem vou compor minha renda com ninguém. Ou seja, consigo menos subsídio dos programas do governo e, se eu ficar desempregado, estarei fudido tendo que pagar prestações de R$ 700,00 sem ter onde cair morto. Mais um vez, sou um cara sozinho, então ficar sem emprego significa que não terei mais ninguém para me ajudar nessa empreitada.

O fato é que quero muito sair de casa. Queria ficar sozinho, na minha, longe de qualquer lembrança ruim que tenho dessa família. Creio que isso vá acontecer ainda esse ano, só não sei se dando todo o meu dinheiro para alguém por aluguel ou vendendo minha alma para o diabo (mais conhecido como banco), financiando um apartamento em 30 anos.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Minha família está cada vez mais desunida e eu não poderia estar mais feliz por isso

Hoje tenho o prazer de falar que quase todos os membros da minha família estão melhores vivendo separados uns dos outros. Parte do meu ódio por mim mesmo e por essa vida veio da convivência com a minha família e tudo o que ela causou na vida de todos nós. Acordar e olhar em um ambiente cheio de mágoas, tristeza e desequilíbrio, especialmente quando eu era criança, fez com que eu perdesse muita da minha vontade de viver. Foi muito tempo vendo pessoas brigando, humilhando umas as outras, pedindo desculpas só para ter o prazer de acabar com a outra depois...

Acho engraçado quando ouço ou vejo coisas na TV sobre pessoas que lutam para que suas famílias permaneçam unidas. Desde criança, eu sempre quis que a minha vivesse separada, cada um no seu lugar, mas feliz, cada um a sua maneira.

Desejo aos membros de todas as famílias desestruturadas que, algum dia, tenham um pingo de consciência e procurem a felicidade longe dos seus laços biológicos. Senhores papais e mamães, se vocês acham que é legal serem infelizes e espalhar essa infelicidade para seus filhos em nome de uma instituição falida, quero mais é que vocês se arrombem. Senhores filhos, tenham mais coragem se a situação estiver ruim. Façam 18 anos e vão embora se a vida dentro do mesmo teto estiver um inferno.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Continuando a tradição - Retrospectiva 2020

Há quanto tempo tenho feito isso? Uns cinco anos? Deve ser algo assim. Acabei de lembrar de não tinha feito isso para esse ano, acabei lendo a retrospectiva 2019 e fiquei com vontade de continuar a "tradição". É um momento que tento ser bastante honesto comigo mesmo.


Coisas boas

1 - Estou empregado. Após muitos anos de incertezas, fracassos e frustrações que até relatei nesse blog, finalmente sou um trabalhador com CLT. O trabalho não paga bem para o que faço, mas tudo bem. Para quem já tinha faculdade nas costas e não conseguia achar trabalho nenhum, não posso reclamar. O ambiente da empresa é bom mas a minha ansiedade ainda me atrapalha muito. Me angustia saber que tenho quase 30 anos, não tenho uma vida financeira estável e estou ganhando um salário que meninos de 20 anos estão ganhando no primeiro emprego, mas OK. Pelo menos esse peso de ser um "zé ninguém" diminuiu muito em 2020.

2 - Fala de ar constante continua controlada e isso agora fica reservado para os períodos de crise. Escitalopram e antipsicóticos são o caminho. Mais um ano com essa conquista!

3 - Meu emprego me dá um plano de saúde muito bom. Troquei de psiquiatra e essa nova profissional é ótima, muito diferente daquele outro incompetente que me enchia de bromazepam.

4 - Foi ano que mais beijei na minha vida apesar da quarentena. Infelizmente, só consigo encontrar pessoas na internet e através de aplicativos. Não sei os outros, mas, pra mim, isso evidencia uma falta de habilidade de conhecer pessoas "normalmente".

5 - Comprei peças novas pro meu computador. Nerds sem vida sabem o quanto isso é importante.


Coisas ruins

1 -É último ano dos meus "20 anos". Foi uma década muito decepcionante pra mim e isso me fez ficar bem triste ao longo do ano.

2 - Descobri que tenho sim competências de trabalho que posso explorar e que podem ser uma diferença competitiva. Isso me deu um pouco mais de confiança de que posso encontrar algo melhor. Não sou muito bom em matemática e todo mundo sabe que os melhores salários estão nessa área. Estou meio fudido profissionalmente, não tenho muita perspectiva de crescimento.

3 - Não consegui sair da casa dos meus pais.

4 - Por causa da pandemia e outro problema de saúde, parei de frequentar a academia. Devo ter engordado uns 10 quilos até agora.


domingo, 1 de novembro de 2020

Me entupindo de remédio para dormir

 Quetiapina e zolpidem. Uso pra dormir mesmo quando sei que vou conseguir no sono. Quanto mais rápido adormecer melhor. Se eu tenho uma chance de perder a consciência, prefiro fazer isso logo. 

sábado, 15 de agosto de 2020

Atualizações e pensamentos dessa vida desgraçada

1 - Se matar ou não? Se sim, qual a melhor forma?

2 - Tenho pensado em procurar um psiquiatra melhor. Na verdade, sempre penso nessa possibilidade, mas, devido ao preço alto desse profissional e o fato de eu ter que ir até lá me falar tudo o que já me acontece, sempre acabo desistindo da ideia. Além disso, tenho medo de que mudem minha medicação eme passem mais alguma coia que vai me deixar broxa.

3 - Há anos não estou mais nas redes sociais, mas, o WhatsApp ainda me atrapalha muito. Percebi que meus melhores dias acontecem quando fico longe do celular. Infelizmente, a empresa exige que eu use o app para me comunicar.

4 - Meu trabalho tem me colocado em situações que têm levado minha ansiedade às alturas. Por vezes chega a níveis tão críticos quanto as situações que costumava relatar aqui em 2014-2016. Fico com vontade de pular da janela do prédio.

5 - Ganhei um pequeno reajuste salarial, mas ainda não é suficiente para eu me sustentar.

6 - Eu não mais aceito grosserias com a minha pessoa. Se a situação não fará com que eu perca meu emprego, mando se fuder com todas as letras. Já fiz isso duas vezes nos últimos meses. Sem remorso. 

7 - Amizade comigo tem que preencher dois requisitos: ser homem e com mais de 40 anos. Me dou bem com esse grupo.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Desespero muito grande

Hoje, pela primeira vez em alguns anos, estou sentido uma grande vontade de chorar. Tenho me sentido muito motivado para me matar, até a dor de pular de um prédio tem sido irrelevante quando imagino meu suicídio.

Eu pensei bastante e cheguei à conclusão de que gostaria que houvesse uma outra vida. Queria que eu morresse e tivesse alguém pra estar lá comigo depois, me falar que sentiu cada dor que eu senti, que entendeu tudo desde o início e que já acabou, tá safe. Gostaria também que houvesse alguma recompensa por ter sofrido e ter me esforçado tanto. Ninguém vai poder dizer que eu não tentei muito, ninguém.

domingo, 14 de junho de 2020

Não sei o que fazer com esse blog

Acho que não tenho mais nada para falar e, mesmo que tivesse, acho que daqui para frente só terei situações pontuais que me causam sofrimento físico ou psicológico de alguma forma para descrever. Não acho que ninguém se interessa por isso e, além de tudo, não sinto vontade mais vontade de escrever sobre esse tipo de coisa. Acho que não funciono como algumas pessoas por aí, quer dizer, desabafar sobre as mesmas coisas não me ajuda, só drena minha energia.

Mesmo que haja curiosos para ler isso e insistam que gostem, como pude constatar na postagem na qual pergunto sobre o motivo de estarem aqui, acho que só estarei me repetindo. Ficarei num loop, contando situações diferentes mas que sempre têm a ver com as mesmas coisas.

Acho que já mostrei minha visão sobre muita coisa e também como minhas ideias mudaram: suicídio, relacionamentos, isolamento, sexo, raiva, alegria, aparência, vida, morte. Talvez poste alguma coisa se alguma dessas minhas convicções mudar. E é isso. Cansado e sem motivos para escrever.

Saí com uma mulher que não tem redes sociais

     Encontrei no Tinder, claro.      Conversa vai, conversa vem, ela acha que eu sou um psicopata e eu acho que ela é um fake. Marcamos de ...