terça-feira, 29 de setembro de 2015

Por que sentimos nostalgia?

Vontade de viver uma época que geralmente não nos preocupamos com muita coisa? Vontade de voltar no tempo e tentar dar um jeito no futuro? O que exatamente é isso?

Os Cavaleiros do Zodíaco - Blue Dream


domingo, 20 de setembro de 2015

Eu e a bebida



Mencionei no post dos meu vício em vídeo game que eu também acho que tenho tendência para ser um alcoólatra. Acho que vou falar um pouco disso aqui.

Como eu disse, acho que muita gente que sofre dessas guerras internas direciona a frustração para vícios de vários tipos porque são coisas que as tiram um pouco da realidade. Uma das coisas que eu gosto muito é ficar bêbado. Digo "ficar bêbado" pois não gosto do processo de beber em si, não me divirto quando estou bebendo, nem gosto de conversar com ninguém, a única coisa que eu gosto é a sensação de esquecer um pouco de mim. Quando começo a beber tenho plena consciência de que quero apagar em pouco tempo, não tô nem aí pra socializar ou "curtir" nada ao meu redor.

É uma sensação que só a bebida consegue me dar. Me sinto leve, corajoso, forte e, estranhamente, me sinto igual a todo mundo, talvez pelo fato de não ficar pensando nos meus defeitos nessas horas.

Há alguns meses atrás, pouco antes de começar a ir ao psiquiatra eu estava fazendo isso mesmo, simplesmente ia num bar barato aqui perto e pedia tudo que tinha lá  até começar a me sentir "bem". Voltava pra casa e ia direto pra cama, podem até achar estranho, mas pra mim aquela foi a experiência perfeita: afogar as mágoas bebendo e depois dormir muito, quase 24 horas de anestesia. Fiz isso alguns finais de semana e dias da semana também (desempregado, né?).

Eu também já tive algumas experiência muito embaraçosas e por isso eu tento não beber mais. Já já fui inconveniente, já atrapalhei os outros, já fui um idiota. Daí eu comecei a fazer essas coisas sozinho mesmo, sem a companhia de ninguém. Acho melhor, não gosto de ficar chateando ninguém e mesmo quando estou "bem" não me enturmo e não converso nada que presta.

Agora eu tento ficar longe dessas cosas pois a essa altura isso mais vai me atrapalhar do que ajudar. Além disso eu já sei que essa combinação de álcool com remédios não dá certo, não quero ter nenhuma complicação desse tipo. Se bem que só essa coisa de ficar bebendo não é saudável, isso só por si só não é bom. Não sou um alcoálatra e nem quero ser.

Mas é isso, quando a vida tá uma merda a gente se desespera e faz qualquer coisa.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

6 dias é o meu recorde

4h da manhã e mais uma vez eu não consigo dormir por conta desses antidepressivos. Mais uma vez tive uns dias relativamente bons mas depois de uma semana voltei ao "normal" (que é uma merda). Eu já contei, meu recorde são 6 dias de alívio tomando essas pílulas, disso eu não passo. Agora estou só com os efeitos colaterais e o pior deles é a insônia.

Hoje me senti a pessoa mais desprezível, chata, feia, sem graça, idiota e descartável de todas. Meu sentimento de inferioridade parece que volta com tudo depois desses períodos mais tranquilos.

Pelo menos eu sei que vou dormir algumas horas e esquecer dessa merda. Agora é torcer pra não ter nenhum pesadelo (que me acontece com frequência).

sábado, 29 de agosto de 2015

Existe um mundo dentro do mundo

Frequentemente eu acho isso mesmo: o mundo, na verdade, é feito por dois.
Tem o mundo das pessoas e tem o meu. Às vezes, tenho plena convicção de que sou um intruso invadindo o mundo dos outros e meio que estou procurando um saída para o meu.
Daí eu fico aqui olhando, e olhando, e olhando... me sentindo cada vez menor.

Mais alguém aí se sente um invasor?

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Meu vício em jogos (ou meu mundo que não existe)



Super Nintendo - meu primeiro vídeo game
Acho que assim como eu muita gente é vidrado em alguma coisa. Depois de conversar com muita gente online parece que uma coisa muitos de nós perturbados com a nossa vida temos em comum: vícios. No meu caso esse vício sempre foi jogos eletrônicos.

Acho que todo mundo tem o seu escapismo e o meu sempre foi esse. Passei a minha infância e adolescência inteirinha jogando. Jogos online, offline, de estratégia, de tiro, casuais, mundos virtuais 3D, eu já joguei (e jogo) de tudo. Parece que quando eu estou jogando me esqueço um pouco do mundo aqui fora. Talvez quem não tem depressão ou algum tipo de problema não entenda, mas isso é muito reconfortante, principalmente porque em determinados jogos eu sou bom e essa ideia de ser bom em alguma coisa sempre me prendeu no video game já que na minha real eu me sinto um merda fracassado e inútil. Sempre me senti assim desde criança.

Acho que eu tinha uns 10 anos quando ganhei o meu primeiro video game: Um Super Nintendo. Acho que um foi época que o meu vício não me atrapalhou já que a internet não era popular. Eu ainda tinha amigos e sempre chamava todo mundo pra jogar em casa. Quando eu era criança não era tão tímido, então era uma coisa que mais reunia do que afastava, apesar de eu já ter começado a trocar conversas com os outros por horas jogando Zelda, Mario e Bomberman.

Depois eu tive um Playstation 1 e eu senti cada vez mais a minha vida social acabar. Depois de um tempo eu ganhei um Playstation 2, e a partir daí a minha vida social praticamente parou. Com uns 14-15 anos todos os meus colegas já faziam coisas diferentes das minhas que se resumiam a ficar em casa o dia todo jogando. Meninas, festas, curtição, etc, foram coisas que eu não conheci naquela época e nem queria saber. Paralelamente a isso, eu tive uma época difícil por volta dos 15, me odiava cada vez mais. Resultado? Tome horas e horas intermináveis jogando pra "afogar as mágoas". Na época eu não tinha essa consciência, mas sabia que era uma das únicas coisas que me dava prazer e que era fácil pra mim.

The Sims - passava horas e horas construindo a minha casa
Nem preciso dizer que o computador foi ficando cada vez mais popular e, é claro, eu encontrei mais jogos: Age of Empires, Counter Strike, The Sims e Roller Coaster eram só alguns dos que eu costumava jogar diariamente, além de jogos em Flash. Meio cansado de jogar sozinho e com o crescimento da internet eu fui procurar jogos mais "sociais".

Acabei achando um jogo chamado "Habbo" que era basicamente um chat online com alguns joguinhos. Hoje eu nem acredito que fiquei tanto tempo ali, mas eu achava interessante, era uma forma de conhecer pessoas sem precisar olhar pra cara delas e ser rejeitado. Naquela altura eu já não tinha muita habilidade pra conversar com as pessoas então eu achava ficar teclando o máximo, era muito mais fácil.
 
Alguns dos meus jogos do PS3
Os anos foram passando e eu fui cada vez mais me isolando das pessoas devido à depressão e os vídeo games ali como meu escapismo. E assim foi a minha vida toda até hoje. Continuo viciado em jogos online. Hoje tenho um Playstation 3 e jogo todos os dias até de madrugada, principalmente jogos de tiro em primeira pessoa como Battlefield. Acho que a minha situação só não é pior porque estou desempregado e não tenho dinheiro pra comprar mais jogos ou até um console novo, mas se tivesse grana o faria sem pensar duas vezes. Na verdade, acho que vai ser a primeira coisa que vou fazer se arranjar um emprego, simplesmente não consigo largar isso pois a maioria das atividades que eu tento fazer não me dão tanto prazer quanto ficar jogando.

Eu tenho plena convicção que perdi parte da minha vida e tudo o que eu não fiz quando era mais jovem se reflete hoje pois continuo sendo um solitário que passa todos os dias em casa. Porém, eu não tenho certeza se posso culpar especificamente vídeo games por isso. Será que se eu não tivesse passado tanto tempo em jogos a minha vida seria melhor? Às vezes acho que uma vida normal eu não teria mesmo então teria direcionado a minha depressão pra algum outro tipo de vício, quem sabe até pior tipo drogas ou álcool (aliás, álcool é outra coisa que acho que tenho tendências e acho que falarei sobre isso depois).

De qualquer forma, é muito decepcionante saber que apesar de jovem não vivi e não vivo nada pois não tenho ânimo nenhum e minha ansiedade não me deixa fazer merda nenhuma. Hoje a depressão está cada vez mais forte e parece que não vai acabar. É frustrante saber que a única coisa que te dá umas horas de prazer é um mundo que não existe.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Mais remédios e sentimento de ser um merda


Como os antidepressivos que eu tomei da última vez não funcionaram por mais de uma semana, voltei ao psiquiatra pra ver se ele me dava algo diferente. Acabou que ele acabou me dando outro remédio, mas ele disse que a composição é a mesma do anterior, só que agora eu tomaria uma dose mais forte.

Tenho tomado 15mg de Reconter e Lioran (pra dormir). Mais uma vez só frustração com os resultados: umas duas semanas de relativa melhora e depois praticamente estaca zero. Minha ansiedade voltou, continuo sentindo todos os sintomas físicos toda hora como sempre foi. Essas tentativas só me frustram, é tipo como chegar perto do céu e depois cair direto pra o inferno, acho que eu fico pior depois que tento e dá errado, é frustrante demais. Parece que o meu corpo cria resistência à medicação em poucos dias.

Eu queria ter coragem pra sair por aí distribuindo currículo pessoalmente, tirar a minha carteira de motorista ou fazer algo do tipo, mas com essa ansiedade não consigo. Da última vez que fui numa entrevista de emprego nem conseguir chegar lá porque tive um ataque de ansiedade dentro do ônibus à caminho. Pior é que alguns colegas já vieram me perguntar o que ando fazendo e eu fico com vergonha em dizer que não tô fazendo nada enquanto eles já estão trabalhando e ganhando dinheiro. Minha vida há anos é um lixo, mas há quase 8 meses a única coisa que faço é acordar e não ter nenhum propósito, só como e durmo o dia inteiro, e realmente não tenho vontade de fazer nada, só fico pensando quando vou me sentir melhor pra enfim tentar ser feliz. Tenho pensado aqui se vai ser assim pra sempre e se eu não deveria me acostumar com isso já que há anos é assim mesmo.e esses antidepressivos não estão me ajudando do jeito que eu queria.

Já passei 12 dias sem colocar o pé na rua pois toda vez que eu saio de casa me sinto pior ainda, só consigo me sentir um merda olhando pras pessoas.

Saí com uma mulher que não tem redes sociais

     Encontrei no Tinder, claro.      Conversa vai, conversa vem, ela acha que eu sou um psicopata e eu acho que ela é um fake. Marcamos de ...